A inteligência artificial tornou-se uma ferramenta, igualmente, importante para os líderes. Mas, como em tudo, existem riscos associados.
Quanto mais as equipas dependem da IA, mais o seu pensamento tende a convergir para respostas ‘certas', genéricas e previsíveis. Um artigo recente da Harvard Business Review alerta para este risco e propõe proteger a mais valia da liderança. Como?
- As decisões que só são tuas (não delegues o teu sentido crítico).
- Comunica com presença e voz.
- Mantém o contacto direto com as pessoas (fica próximo).
- Delegar com limites claros o que não exige a tua intervenção.
Antes de pedires à IA para analisar um desafio de negócio, faz o teu trabalho de casa. Escreve o teu próprio diagnóstico, a tua opinião, as causas e o porquê. Depois confronta a informação que vem da IA. Isto evita que sejas apenas um seguidor da interpretação da ferramenta.
Alguns momentos exigem palavras que realmente dirias e que estás disposto a defender. Se usares a IA procura somente apoio para organizar ideias ou estruturar uma mensagem. O texto final ou mensagem têm de ser teus, vindos de dentro, do teu coração e convicções. Só assim é autêntico.
Resumos gerados por IA poupam tempo, mas não captam a hesitação de um cliente, o comentário feito à saída de uma reunião, ou o pormenor que só se nota estando lá. Mantém conversas diretas — visitas a clientes, reuniões individuais, conversas informais. Fica próximo do terreno, e observa as entrelinhas que nenhuma IA vai conseguir captar.
Tarefas rotineiras, com risco baixo e fáceis de corrigir. Antes de delegares, pergunta: a tarefa está bem definida? Sabemos identificar um bom resultado? Um erro é fácil e barato de corrigir? É trabalho interno ou representa publicamente a empresa perante terceiros?