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Todas as Equipas Precisam de Estrelas. E de Líderes Capazes de as Liderar.

7 de outubro de 2026 | #liderança #resultados #estilodeliderança

Em Maio de 1994, a 1,8 segundos do final da meia-final da conferência, estávamos no jogo 3 entre os Chicago Bulls e os New York Knicks na 1.ª época depois de Michael Jordan se retirar. O jogo estava empatado: 102-102. Phil Jackson, treinador na altura, pediu um desconto de tempo e desenhou a última jogada para o jovem (rookie) Toni Kukoc e pediu a Pippen que fizesse a reposição de bola para lhe garantir um bom passe. Scottie Pippen sentiu-se desrespeitado. Por isso recusou-se a entrar em campo e ficou sentado no banco. O treinador foi forçado a pedir outro desconto de tempo e a colocar em campo o colega de Pippen - Pete Myers.

O jogo recomeçou…

e Kukoc marcou o cesto da vitória. Phil Jackson não o castigou nem confrontou Pippen em público, embora tenha sido ‘assaltado’ pelos jornalistas para comentar o que todos viram - uma atitude de desrespeito. No balneário, deixou a equipa resolver o assunto. Pippen pediu desculpa à equipa no final desse jogo. Jogou os jogos seguintes, embora os Chicago Bulls tenham acabado por perder esta série de jogos com a equipa de Nova Iorque.

Phil Jackson, é hoje o ex-treinador da NBA com mais títulos da NBA - 11 anéis de campeão - e admirado pela sua capacidade de moldar o comportamento de grandes estrelas ao mais alto nível competitivo. No seu livro (Eleven Rings), revela que não liderou Michael Jordan (Chicago Bulls), Shaquille O’Neal nem Kobe Bryant (Lakers) da mesma maneira para que estas super-estrelas colocassem o ego de lado e se preocupassem mais com a equipa.

Com Jordan o desafio passou por este partilhar mais a bola, marcar menos pontos, e depois de episódios menos bons com alguns jogadores da equipa, desenvolvesse uma liderança com mais compaixão pelos colegas.

Com Shaq a ligação afetiva, quase como um pai, e o desafio de ultrapassar uma das lendas maiores do basquetebol americano (Will Chamberlain), fez com que este deixasse de criticar os companheiros e fosse mais motivador e positivo.

Por último, com Kobe, o tempo e a paciência para que este ganhasse maturidade foram essenciais. Para isso teve de o confrontar com vídeos para que ele ganhasse consciência do seu lado individualista. Foi obrigado a passar por um conflito mais aberto com esta estrela, ao ponto de o fazer sair do comando dos Lakers (depois de terem perdido a final na época de 2004). Jackson voltou mais tarde, o que permitiu um processo de entendimento entre os dois, que transformou esta estrela num jogador mais inclusivo e campeão várias vezes com os Lakers com Phil Jackson a liderar, uma vez mais.